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WOLF - Legions of Bastards / 2011
Obviamente que o reconhecimento que os Wolf obtiveram nos últimos tempos, adjacente ao contrato celebrado com a Century Media, não é alheio ao interesse que o Heavy Metal de cariz old-school, principalmente o da década de ’80, conseguiu alcançar no mercado discográfico actual. No entanto, ao contrário das bandas que vão aparecendo de forma algo forçada dentro desta nova vaga, o quarteto sueco já possui um passado com mais de 15 anos, sendo este o seu 6º trabalho de originais.
Após um álbum nomeado para os grammys da academia sueca, «Legions of Bastards» prossegue numa linha bem NWOBHM, onde não faltam as interpretações de Niklas Stålvind numa onda Dickinson / Halford, ou passagens de guitarra e solos competentes que nos trazem à memória os tempos áureos de bandas inigualáveis como os Mercyful Fate ou os Metal Church. Apesar de todo este saudosismo saudável, é à custa de um som moderno e de uma produção encorpada que os Wolf vão atingindo parâmetros interessantes e fora do vulgar, apesar de não existirem aqui tantas malhas com a força e a energia das encontradas no seu predecessor. Apesar deste pequeno percalço, é mais do que garantido que alguns destes temas resultarão de uma forma extremamente conseguida e enérgica ao vivo. Jun-11
[ 78 / 100 ] |
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WEB - Deviance / 2011
Como um rolo compressor, os 25 anos de estrada com que o quarteto do Porto varreu o território nacional trouxeram-lhes uma força e frescura adicionais, difícil de imaginar. Não sendo uma banda muito activa em termos discográficos, «Deviance» é apenas o 2º álbum de originais, é ao vivo que a máquina melhor destila o seu som primordial, uma mescla de estilos datados no tempo, mas com uma mestria única.
Aproveitando temas mais antigos, o espectacular «Mortal Soul» é um épico, adicionam-lhes uma série de malhas menos imediatas, mas igualmente viciantes, num conjunto de músicas onde o Thrash/Power de contornos old-school, juntamente com algum som mais arrastado, proporcionam momentos de arrancar literalmente a cabeça. Em termos de execução, a dupla Victor (será que o “c” cai com o acordo ortográfico!?) / Filipe coadjuvados por uma sessão rítmica trituradora, há muito que não nos dão espaço para reclamar. Como em qualquer outra banda do género, o timbre do vocalista pode até desagradar a muita gente, mas no caso do Nando não há lugar a qualquer dúvida, o homem é só o melhor dentro da cena.
Com muito mais material na bagagem, haverá ainda mais vontade para acorrer a cada palco, cave ou fosso onde o colectivo actue… como se tal fosse necessário. Mar-11
[ 82 / 100 ] |
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WITCHERY - Witchkrieg / 2010
Tido como um dos muitos projectos paralelos de alguns dos mais conceituados músicos da praça, os Witchery voltam à carga com a entrada de Legion para o lugar até à data ocupado por Toxine, o incontornável e peculiar vocalista dos Satanic Slaughter e Scéance. Apesar desta alteração de vulto, Legion possui de facto um registo muito mais agreste e letal que o do seu predecessor e que até acaba por incutir uma onda mais Black ao colectivo, o quinteto sueco continua a debitar uma contagiante simplicidade, construindo temas crus à volta de excelentes riffs e de uma sonoridade algures entre os meandros do Death / Thrash old school. Recorrendo a uma série de insuspeitos convidados pontuais, de Kerry King a Andy LaRocque, passando por Hank Shermann e Gary Holt, só para mencionar alguns, não é de admirar que com apoios deste quilate o 5º álbum dos Witchery soe implicitamente a algumas das mais notáveis influências da banda, casos dos Exodus, Mercyful Fate, Dark Angel ou Slayer. Pese todas essas participações de peso, é nos temas onde a banda se lança sozinha que se nota uma maior incursão nos terrenos mais agrestes, distanciando-se «Witchkrieg» da antiga sonoridade Testament mas mantendo uma aura de qualidade e um desempenho fortemente assinaláveis. Ago-10
[ 76 / 100 ] |
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WATAIN - Lawless Darkness / 2010
Criado o culto à volta de «Casus Luciferi», foi com «Sworn to the Dark» que o trio sueco comandado por Erik Danielsson, ou se preferirem apenas E., arrecadou total reconhecimento por parte da crítica especializada, adquirindo ao mesmo tempo uma maior legião de seguidores, à custa de um registo em linha com o que faziam os entretanto extintos Dissection, álbum esse que seria inclusive dedicado a Jon Nödtveldt com o qual Danielsson colaborou antes do fatídico incidente.
Ao 4º registo, a música continua a soar límpida, encorpada e polida, mais uma vez cortesia dos estúdios viscerais de Necromorbus, mas sem perder ponta de agressividade, enquanto a dimensão dos temas como que duplicou, tornando-os mais intrincados e complexos, resultando num produto final de assimilação menos directa, mas de durabilidade garantida. Com um extraordinário artwork, «Lawless Darkness» transpira uma sórdida harmonia e um ambiente blasfemo de uma intensidade feroz. Ao longo de mais de 70 minutos - 80 se considerarmos a faixa bónus - de leads e riffs ininterruptos que não param de fluir através de estruturas quase orquestrais, o ritual termina com «Waters of Ain», um gigantesco e majestoso tema, que só por si vale a aquisição desta obra sangrenta e atmosfericamente negra. Jun-10
[ 84 / 100 ] |
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WHY ANGELS FALL - The Unveiling / 2010
Quem conhece o som do EP que a banda lisboeta arrancou às cinzas dos projectos Te Devm e The Children of Lir que viriam a encarnar nos Why Angel Fall, poderá estranhar bastante este registo. Certo que as influências My Dying Bride ou Anathema não se desvaneceram neste trabalho mas o caminho agora percorrido é bem mais tortuoso e arrastado, o som é significativamente mais espesso e as atmosferas sonoras vão-se repetindo até à exaustão embora o excelente desempenho das guitarras tudo faça para o contrariar. Outro aspecto muito cuidado é a temática abordada ao longo do extenso par de temas, o mais curto dos quais ultrapassa a meia hora de duração, onde correntes filosóficas deambulam sobre a natureza humana e a religiosidade impera. Essencialmente Doom, «The Unveiling» atravessa os caminhos do Drone de uma forma enleante, correndo o risco de se tornar um vício, tal o abismo de groove que se abre à nossa frente. Um desafio enorme para levar para os palcos.
Com distribuição da Bubonic Productions, aconselhamos a edição especial limitada a 100 unidades que, além de um CD bónus com remisturas e uma versão escondida, oferece-nos um interessante estudo sobre a obra em questão, num conjunto envolto num pano preto atado por uma corda, como se de algo eclesiástico se tratasse. Mar-10
[ 82 / 100 ] |
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W.A.S.P. - Babylon / 2009
A caminho das 3 décadas de existência, um punhado de excelente álbuns e acima de tudo um som inconfundível, este será o legado dos W.A.S.P., personificados num carismático, irreverente e talentoso compositor, guitarrista e interprete. Mantendo a formação que gravou «Dominator», surgem agora novos rumores que com «Babylon» se fechará definitivamente a carreira do emblemático quarteto de Los Angeles que ficará seguramente ligado à história do Heavy Metal, não só pelo tema que encabeçou a sua fase Glam Rock mas também por clássicos como «The Crimson Idol».
Recorrendo a uma analogia entre a crise financeira mundial e o apocalipse, este opus arranca de uma forma brilhante mas vai-se tornando limitado pela sua curta duração, ainda por cima contando com 2 covers que pouco ou nada contribuem para a sua valorização. Doug Blair aparenta ter cada vez maior interacção com Lawless, o que garante logo à partida uma série assombrosa de riffs, alguns leads repletos de groove e solos fantásticos, daqueles que já não se usam nos tempos actuais. Não faltando a habitual killer balad, onde Blackie se revela ainda possuidor de excelente voz, se o álbum anterior já apresentava melhorias relativamente a uma fase mais apagada, então «Babylon» está cheio de passagens próximas do estatuto que ostentam. Out-09
[ 82 / 100 ] |
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WITCHBREED - Heretic Raptvre / 2009
Saídos da mente criativa de dois mvsicos com vasta experiência no panorama nacional, os Witchbreed cedo começaram a dar cartas graças a vma das mais promissoras maqvetas lançadas nos vltimos tempos. «Descending Fires» revela vm contevdo distinto das habitvais sonoridades extremas qve brotam do nosso vndergrovnd e a qvalidade das composições da dvpla Dikk/Ares, coadjvvada pela forte presença de Rvby Roqve, a par de algvmas polémicas mais ov menos estvdadas à mistvra, colocaram desde logo certos focos de interesse a incidir sobre o qvinteto.
Três anos depois, com edição a cargo da Ascendance Records e pelas mãos do consagrado Waldemar Sorychta, eis-nos perante vma mescla pecvliar de géneros qve só por si, contorna vma série de clichés associados ao batalhão de projectos liderados por mvlheres. Ao longo do disco Rvby vai ganhando natvral destaqve, mesmo com esporádicas saídas de tom, enqvanto o resto da banda acaba por revelar vm grande desempenho instrvmental. Deambvlando entre caminhos onde o Prog e o Gothic se fvndem com a negritvde sinfónica de vm som mvito próprio, pena qve haja vma certa linearidade após vm arranqve prometedor, principalmente na falta de verdadeiras canções qve tornariam este registo nvm trabalho marcadamente svperior. Ago-09
[ 75 / 100 ] |
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