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VADER - Welcome to the Morbid Reich / 2011
Novo álbum dos Vader e nova revolução no line-up deste colectivo, uma entidade que cruza os caminhos do Death Metal europeu desde o longínquo ano de 1983, com Piotr Wiwczarektre ao comando deste compêndio de sons extremos proveniente do Leste. Se bem que tenham adquirido uma posição de relevo durante a última década do século passado, sempre em crescendo até ao álbum «Litany» de 2000, a banda polaca acabou por entrar em velocidade de cruzeiro e é esse tipo de atitude que transparece e se mantém neste 9º trabalho de originais.
«Welcome to the Morbid Reich» é pois um disco demasiado previsível e um pouco repetitivo, embora seja uma excelente oportunidade para mais uma tour, aproveitando assim a presença em estúdio para olearem antecipadamente a formação que, mesmo longe de possuir alguns dos prestigiados músicos que por lá já passaram, não deixa de reunir à volta de Piotr instrumentistas capazes, uma natural injecção de motivação e alguma frescura por arrasto. Sem grandes surpresas, estamos perante mais um registo de Death Metal de contornos old-school, o qual não deixará por certo de funcionar junto dos seguidores de longa data e até poderá servir de lenitivo aqueles que não apreciam o rumo que o estilo foi tomando actualmente. Set-11
[ 72 / 100 ] |
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VREID - V / 2011
Se existem álbuns que não necessitam de um olhar para trás, «V» é um deles. Desta feita o quarteto norueguês, actualmente composto na íntegra por ex-elementos dos Windir, envereda por caminhos mais experimentais, oferecendo-nos uma sonoridade progressiva e serena, certamente difícil de assimilar por muitos dos seus seguidores, ávidos de Black’n’Roll acelerado e à espera de algo muito mais directo.
Conjugando a acalmia de diversos interlúdios com vozes límpidas, passagens melódicas e ambientes atmosféricos, este trabalho progride numa direcção similar à tomada recentemente pelos Enslaved embora, aqueles riffs simples, eficazes e marcadamente black/thrash e a manutenção das vocalizações mais rasgadas ainda tenham o poder de proporcionar a este disco diversas reminiscências do passado. Mais complexo e instrumental, atingindo um nível superior ao nível de detalhe, estamos perante um registo que seguramente causará um impacto inicial pouco abonatório, mas caso lhe sejam dadas oportunidades, crescerá exponencialmente à medida que vai sendo assimilado. Fica a sensação que com 5 discos em 7 anos, esta faceta mais elaborada poderá não ser apenas um salto evolutivo, que o é sem dúvida alguma, mas sim, um momento de introspecção, próprio de um álbum intercalar. Abr-11
[ 77 / 100 ] |
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VIRGIN STEELE - The Black Light Bacchanalia / 2010
Embora tenham sido uma das primeiras bandas de Heavy Power Metal americanas, surgidas após o boom provocado pelo NWOBHM, os Virgin Steele nunca tiveram o mesmo reconhecimento de outros grupos que se foram aliando ao movimento. David DeFeis, coadjuvado pelo guitarrista Edward Pursino que cedo substituiu o fundador Jack Frost, foi orientando a sonoridade da banda para o campo mitológico, onde o carácter épico das orquestrações foi prevalecendo sobre a pompa e circunstância das habituais histórias sobre princesas e dragões. Após profundas incursões conceptuais, a banda simplifica a sua abordagem, com o romântico «Visions of Eden», sempre com aquele cunho sinfónico a que nos foram habituando.
Quatro anos depois, agora sobre o desígnio das orgias romanas e sob o domínio de Zeus, o quarteto nova-iorquino atravessa-se com 11 longas, teatrais e atmosféricas composições, assentes nos suspiros adocicados e falsetes de DeFeis, montanhas de melodia e torrentes de teclados. A espaços, tanto DeFeis como as guitarras algo adormecidas ao longo do disco, enveredam por caminhos mais pesados, não sendo, de todo, essa a principal vertente deste registo. Complexo e com a capacidade de crescer a cada audição, «The Black Light Bacchanalia» falha no que à percussão diz respeito, soando este adereço demasiado programado, retirando-lhe alguma dinâmica. Jan-11
[ 80 / 100 ] |
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VADER - Necropolis / 2009
Há mais de 25 anos que a banda liderada por Piotr Wiwczarek percorre o vasto caminho do Death Metal europeu, desta feita com um quarteto completamente renovado, incluindo a presença do guitarrista dos Decapitated “Vogg” e onde “Peter” se apresenta, desde há muitos anos a esta parte, como o único membro fundador.
Gravado em dueto com o baterista actual, entre uma vastíssima colecção de demos, singles e EPs, álbuns ao vivo e compilações, «Necropolis» é o 8º trabalho de originais dos polacos. Desprezando a cadência desenfreada dos ritmos mais actuais, o exagero dos blastbeats e algumas incursões mais Cor(e)y, a banda deambula por uma toada muito mais old-school, tecnicamente satisfatória e com recursos abundantes ao groove e a tempos mais cadenciados, caso do épico «When the Sun Drowns in Dark». O som produzido por Tue Madsen revela-se intocável mas são as vocalizações rasgadas de Piotr e o variado conjunto de riffs que ao longo de pouco mais de 30 minutos tornam esta proposta um puro sangue Vader, sendo o espírito eighties enfatizado pelas covers «Black Metal» e «Fight Fire with Fire», elaboradas como só eles sabem fazer. Na falta de temas marcantes, «Necropolis» produzirá certamente muita adrenalina durante a digressão europeia já agendada com os Marduk. Set-09
[ 73 / 100 ] |
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V/A - DOLENTIA / TUMULUM - Da Terra Que Comungamos / 2009 - split CD
Não creio que exista meio mais profícuo em demos e splits que o que advém dos meandros do Black Metal. Obviamente há razões para tal e qualquer edição deste género deve ser sempre encarada como um estado pontual ou uma etapa intercalar.
Os portuenses Dolentia tem evidenciado uma actividade regular e, principalmente desde a edição da demo «A Idade da Morte, Liturgia do Sangue e da Agonia», mostram atributos através de uma peculiar postura em público, para serem tidos em linha de conta. Ainda assim, os temas ríspidos e menos trabalhados saídos das sessões de gravação, continuam sem revelar grandes melhorias em relação ao que já fizeram.
Confesso que o primeiro impacto ao ouvir a quadra de temas dos Tumulum foi pouco abonatório. Não só pela rodagem que a banda já possui mas também pelos excelentes apontamentos da demo de estreia, a expectativa para esta nova incursão dos vimaranenses era grande e apesar de existirem momentos dignos de registo, principalmente em «Ódio», o resultado final peca por algum desequilíbrio.
Como registo de ideias ou banco de ensaios para novos caminhos compreende-se o sentido deste disco, onde prevalece um conseguido trabalho gráfico, mas exige-se mais inspiração a quem já demonstrou capacidade para voos bem mais altos. Jul-09
[ 50 / 100 ] |
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VREID - Milorg / 2009
Consequência da fatalidade que caiu sobre Terje ‘Valfar’ Bakken e que levaria à extinção prematura dos Windir, colectivo que vagueava pelas obscuras esferas do Black / Folk / Viking Metal, 3 dos elementos que o acompanhavam arrepiam caminho com novo guitarrista, chegando ao 4º álbum em pouco mais de 4 anos de actividade.
Mais uma vez subscritos à temática da resistência e ao orgulho nacionalista, «Milorg» relata, de forma conceptual, a postura do povo norueguês perante o flagelo provocado pelas agruras da Segunda Grande Guerra. Em termos instrumentais o quarteto como que retrocede rumo ao passado, perdendo um pouco do fulgor black n’roll dos trabalhos mais recentes e da aura mais punkish presente em discos como «Kraft» ou «Pitch Black Brigade». As atmosferas e a tensão encontram-se marcadas a cada espira, principalmente nos instantes mais heavy, quando se caminha em direcções mais melódicas ou nas alturas onde emerge maior dose de harmonia, em claro contraste com os momentos mais ortodoxos, donde resulta alguma linearidade.
Infelizmente este disco não atinge a plenitude do seu antecessor mas mesmo assim revela distinção e pujança, como a encontrada no tema «Speak Goddamnit», malha que no entanto fica aquém de um genial e viciante «Under Isen». Jan-09
[ 77 / 100 ] |
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VERTIGO STEPS - Vertigo Steps / 2008
Reunindo uma série de ideias concebidas nos últimos tempos, algumas delas umbilicalmente ligadas às bandas por onde tem passado, num desafiante trabalho solitário de composição e na vertigem de decidir, o músico dá um passo bem firme.
Com o objectivo de compilar as suas criações, Bruno A. aproveita todos os recursos dos UltraSoundStudios, Daniel Cardoso é o baterista de serviço enquanto Pedro Mendes sola em «Gruesome Smile», rodeando-se ainda do talentoso baixista Alexandre Ribeiro e de Niko Mankinen, vocalista dos finlandeses Misery Inc., o qual foi colaborando nos temas à distância de um click. Além de Daniel Cardoso, que já tinha trabalhado com Bruno nos Arcane Wisdom, outras aparições fazem essa ponte com o passado, como são os casos de outros elementos da banda lisboeta e de Sophie, uma versátil cantora lírica que o acompanha no projecto ambiental Understream. De referir ainda a participação de Stein R Sordal, músico que já passou pelos Green Carnation e que ajuda a abrilhantar um dos grandes temas deste registo.
Para já apenas disponível em distribuição digital, suporte cada vez mais em voga para promover ideias positivamente arriscadas, este é um trabalho multi-facetado, pintado nas mais diversas texturas e negras ambiencias e de grande qualidade artística. Dez-08
[ 86 / 100 ] |
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