THE RANSACK - Bloodline / 2011
Em constante evolução desde 2005, aquando da edição do EP «Necropolis», o qual colocou o quarteto de Barcelos como uma das maiores esperanças do underground luso, suportados nos lançamentos seguintes, a banda minhota avançou firme para a linha da frente graças a uma bagagem e experiência, adquirida pela actividade constante nos palcos dos maiores certames nacionais ou no submundo mais recôndito.
«Bloodline» vê assim o colectivo mais unido e rotinado do que nunca, com um som e uma orientação muito bem definidos. Desta feita gravado e produzido por Pedro Mendes, nos já habituais Ultrasound Studios, repetem-se algumas das lacunas já apresentadas anteriormente, com ênfase na sonoridade demasiado maquinal da percussão, o que acaba por retirar dinâmica ao resultado final. A voz de Shore, mais poderosa e incisiva do que nunca é certo, pouco foge ao mesmo padrão, limitando em dimensão o som moderno de tendências nórdicas que a banda emana. Não fosse a excelente «My Bullet Your Name» e uma ou outra malha, no final sobrariam 10 temas um pouco semelhantes entre si, uma característica de que «Vortex» não sofria, o que ao terceiro álbum de originais, para uma banda da dimensão já alcançada pelos The Ransack, parece redutor. Fossem outros e teríamos um álbum bem à maneira. Fev-10
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