Numa fase em que o Thrash Metal volta a estar em grande evidência, graças a um fenómeno de popularidade
decorrente de injecções de modernidade e colagem a outros estilos
periféricos, casos do Hardcore ou do Death Metal,
algumas das bandas que fizeram a história do movimento, há 2 décadas
atrás, resolvem aproveitar a boa onda e regressam ao activo de forma
mais ou menos consensual. Certamente que os Overkill estão completamente alheios a estas posições de aproveitamento, uma vez
que desde 1985 ainda não pararam de nos tentar arrancar a cabeça do
pescoço. «Immortalis» é já o 15º álbum da banda liderada pelo inimitável Bobby ‘Blitz' Ellsworth e pelo não menos carismático D.D. Verni que assistem à partida de Tim Malare, companheiro que já os acompanhava desde 92, sendo substituído por Ron Lipnicki, um baterista que já passou pelos Hades e HavocHate. Em termos sonoros, a “marca do morcego” continua bem evidente, num álbum que abre de forma arrebatadora e mesmo sofrendo alguma desaceleração e excesso de groove ao longo dos 10 temas produzidos pela própria banda, não destoa de todo o seu legado. Ironia do destino, não deixa de ser interessante verificar a partilha de vozes durante «Skull and Bones», entre ‘Blitz' e Randy Blythe, o vocalista dos Lamb of God. Nov - 07 [ 7.5 ] |
Cada vez mais produtivo, o underground nacional oferece-nos a cada dia que passa mais uma banda para juntar à colecção e um pequeno click na mais famosa enciclopédia do metal, proporciona acesso imediato a 700
bandas dedicadas ao som mais pesado. Da fartura, é possível encontrar
alguma qualidade acima da média e desse filtro mais fino, este
colectivo nortenho cujo nascimento remonta a 2004. Completada a formação, começa então o processo de composição do álbum de estreia. Recorrendo aos préstimos de Daniel Cardoso, não só como produtor mas também como baterista de sessão, os Oblique Rain apresentam um trabalho extremamente competente suportado numa sonoridade que desde logo nos remete para as influências mais marcantes da banda. Os ambientes são progressivos, criando-se em volta de toda a componente instrumental uma mescla de sentimentos melancólicos e de grande beleza musical. O som embora melódico, é bastante poderoso e encorpado, proporcionando espaço para todos os músicos, sem excepção, se revelarem. Como ponto menos positivo temos, a espaços, alguma colagem a bandas mais consagradas mas com a rodagem ao vivo e alguma persistência, rapidamente teremos os Oblique Rain na linha da frente do panorama interno. Out - 07 [ 8.5 ] |
Omitir é um projecto solitário de Tormentv, criado em 2006, na sequência de um outro de nome Bahamut de onde saíra a demo «Hidden Theory». Já sob a nova designação, no
inicio do corrente ano e através da distribuidora austríaca Warfront
Productions, são lançadas 666 cópias do álbum «Old Temple of
Depression». Numa toada mais pautada e consciente, provavelmente absorvendo ideias e conceitos decorrentes de longas caminhadas pelo Monte Córdova e embrenhado na poesia emanada pelos Castros locais, o EP «Meu Fado» flui entre melancólicos interlúdios e sofridas composições. O som vai-se tornando claustrofóbico, espesso e dilacerante mas ao mesmo tempo transmite uma calma a roçar os limites da depressão. Por vezes, parece que estamos a escutar um produto oriundo da nova escola francesa, tal a emotividade que alguns trechos nos transmitem mas logo descobrimos que as influências serão porventura mais alcoólicas e bem lusitanas. Sedento de sujidade ainda se prevê que durante o corrente ano Omitir partilhe outros registos com os serranos Bruma Obscura e com os albicastrenses Odium Perpetuum. Comprovado está que há qualidade no underground e que ela passa forçosamente por aqui. Mai - 07 [ 7.5 ] |
A
inclusão do teclista dos Spiritual Beggars Per Wiberg, elemento que já
tinha participado nas últimas digressões da banda sueca e o acordo
discográfico com a Roadrunner Records, marcam o lançamento do 8º opus
na carreira dos Opeth mas, ao contrário do que os mais alarmistas
poderiam supor, a qualidade e a imagem de marca de uma das melhores –
senão a melhor – banda do século, mantém-se intacta.Descrever música é sempre uma tarefa ingrata e de lógica discutível, então quando se trata de um trabalho protagonizado por músicos como Åkerfeldt, Martin Mendez, Peter Lindgren ou Martin Lopez, então essa lógica transforma-se numa valente batata. Mas uma coisa é certa, os apreciadores de Death Metal progressivo irão por certo deliciar-se com mais uma série de texturas ricas em melodia profunda, emoção, momentos sentidos e angustiantes, pintadas por um quinteto de instrumentistas exímios, ora em postura acústica ora em posição marcadamente agressiva, onde registos psicadélicos e jazzisticos não são negligenciados. Realce ainda para as vocalizações límpidas de Michael Åkerfeldt cada vez mais à vontade nestes registos embora, faça questão de provar que é um dos melhores growlers da actualidade. Mais um álbum irrepreensível e de muitíssimo bom gosto. A não ser o melhor do ano será seguramente um deles. Out - 05 [ 9.5 ] |
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[ 7 ] |
| ORPHANAGE
- Driven / 2004
[ 8 ] |
| OPETH
- Lamentations - Live at Shepherd's Bush Empire 2003 / 2003 - DVD
[ 9 ] |
| OVER
KILL – Killbox 13 / 2003
[ 8 ] |
THE
OLD DEAD TREE - The Nameless Disease / 2003 [ 8 ] |
OVER KILL – Wrecking Everything an Evening in Asbury Park / 2002 - DVD
[ 9 ] |
OPETH – Damnation / 2003
[ 9 ] |
OLD MAN’S CHILD – In Defiance of Existence / 2003
[ 9 ] |
OPETH - Deliverance / 2002
[ 9.5 ] |
OVER KILL - Wrecking Everything / 2002 [ 8.5 ] |