Detentores do álbum com maior impacto na história do Black Metal e de uma das mais extremas e intrigantes biografias, é com redobrada curiosidade que um disco da banda é aguardado, ainda por cima sendo o 4º em quase 25 anos de carreira.O primeiro aspecto a ter em consideração é a performance do regressado Attila Csihar, substituindo Maniac que esteve na banda em 1986 / 87 e entre 94 e 2004. O vocalista húngaro replica a postura já atingida aquando gravou DMDS, com os seus profundos guturais e lamentos constantes, num registo de pura agonia, incutindo uma atmosfera demoníaca e demencial a cada momento, comprovando que é de facto um dos melhores vocalistas do género, como poderá ser verificado nas suas colaborações anteriores com Keep of Kalessin, Aborym, Anaal Nathrack ou Sunn O))). Hellhammer é o suporte de toda a estrutura com uma actuação arrebatadora enquanto Blasphemer debita gélidos e mecânicos riffs ao longo de todo o álbum. Com uma produção demasiado necro, quase como se de uma demo se tratasse, «Ordo Ad Chao» é um álbum perturbador e de muito difícil assimilação, o qual poderia ter sido lançado no hiato de tempo entre o visceral «De Mysteriis Dom Sathanas» e as experimentais escalas do magnífico «Grand Declaration of War». Jun-07 [ 8.5 ] |
Com uma constância editorial assinalável, os suecos Marduk atingem o 10º trabalho de originais com a mesma formação do disco anterior, caso raro num colectivo que apenas mantém Morgan Håkansson como membro original. E «Rom 5:12» revela-se uma mistura explosiva entre a velocidade supersónica de álbuns como «Plague Angel» ou «Panzer Division Marduk», a rispidez dos primeiros tempos e vai-se envolvendo em atmosferas mais calmas e ao mesmo tempo variadas como algumas das apresentadas em «La Grande Danse Infernal» ou «World Funeral». Com uma mórbida prestação, Mortuus comprova mais uma vez que é a escolha acertada para a banda, ao longo de um registo impressionante e que chega a conter temas épicos que ultrapassam os 8 minutos de duração. Numa dessas faixas, A. A. Nemtheanga dos Primordial apresenta-se com o seu característico registo vocal, ajudando a banda a alcançar uma impensável tonalidade Doomish . Numa descarga de aniquilação total e pura blasfémia mas com espaço para incursões em caminhos mais experimentais e maduros, esta busca de novos elementos poderá indiciar uma possível direcção no futuro som dos Marduk. Jun-07 [ 8.5 ] |
Inicialmente previsto para ser um projecto paralelo aos Helloween, com a dissidência de Uli Kusch e do guitarrista Roland Grapow, a ideia logo se materializou em dois álbuns bem estruturados e de extremo bom gosto. «MK II» pode ser visto como uma segunda fase na carreira da super banda alemã, depois de perder o seu baterista fundador e o carismático Jorn Lande, que abandonaram o colectivo por divergências musicais e viram os seus lugares ocupados por Mike Terrana, talvez o mais experiente baterista da actualidade dentro do género e por Mike DiMeo, um elemento que passou pelos Riot e que se revela como uma excelente alternativa a Lande. Numa linha bem mais próxima da estreia de 2003, este disco evidencia um grande trabalho de guitarra, com poderosos riffs e grandes solos, onde quase todos os temas resultam em excelentes canções à medida que o disco se entranha mas talvez existam momentos lentos a mais quando facilmente se percebe que o quinteto explode à medida que a velocidade aumenta. Bem melhor que o demasiado melódico e linear registo anterior, veremos se definitivamente com alguma estabilidade os Masterplan criarão mais à frente algo de transcendental pois capacidade e qualidade não lhes faltará certamente. Mar-07 [ 8.5 ] |
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Volvidos 5 anos, o quarteto tenciona trabalhar numa série de álbuns conceptuais dedicados aos Deuses da Guerra, iniciando esta epopeia com Odin, o mítico e emblemático governante de Asgard. Esgotando cada minuto desta rodela digital, entre introduções, divagações, algumas excelentes ideias e autênticos espalhanços ao cumprido, «Gods of War» revela-se um registo pouco sólido quando comparado com verdadeiras pérolas que constam da sua própria discografia. Erik Adams aparece em grande forma mas o abuso de temas orquestrais onde os teclados desempenham papel predominante em detrimento das guitarras, o som seco e mecânico da bateria e o excesso de tempos mortos, comprometem grandemente o resultado da obra que no final, após tão longo jejum, provoca uma sensação de coito interrompido. Mar-07 [ 7.5 ] |
Frequentemente considerados uma banda israelita pelo simples facto de se terem constituído em Jerusalém e de lá terem sido expulsos, os Melechesh são compostos por músicos oriundos da Arménia, Síria, Holanda e Ucrânia, estando radicados nos Países Baixos desde 1998. Dos Nile, a quem são erradamente comparados, apenas se poderá encontrar paralelismo na abordagem quase que Lovecrafteriana, ao misticismo e ao registo algo étnico. Muita da cultura do Médio Oriente servirá como fonte de inspiração para uma sonoridade predominantemente Black Metal, com uma forte veia Thrash, resultando em composições de teor esotérico, fortemente originais. Mais profissional que os três trabalhos anteriores, «Emissaries» revela em todo o seu esplendor a costela cosmopolita do quarteto, num conjunto de ataques assentes em complexas estruturas claramente orientadas para as linhas de guitarra. A substituição de Proscriptor, baterista de longa data, não se chega a ser relevante, num disco onde não é descorado o uso dado a alguns instrumentos tradicionais, cujo efeito folclórico não deixa de fazer sentido. Auto-produzido de forma muito competente e cristalina, o elevado nível técnico de cada momento é bem evidenciado, num álbum refrescante, ao mesmo tempo muito agressivo e difícil de largar. Jan-07 [ 9 ] |
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Contrariamente ao que seria de esperar de uma banda proveniente da Finlândia, este colectivo cuja idade dos seus elementos ronda os 20 anos, pratica um Heavy Metal de cariz mais tradicional e que nos trás constantemente à memória as marcantes sonoridades dos clássicos dos Iron Maiden ou dos Queensrÿche. Para não deixar dúvidas, até o nome do grupo e a cover com que terminam este registo foi retirada da discografia a solo de Bruce Dickinson. Apesar de tantas parecenças e coincidências não se pense que este trabalho não é válido por si só e ao mesmo tempo bem interessante e refrescante. Terminado nos Finnvox Studios, o segundo álbum dos Machine Men já revela uma banda adulta, na plenitude das suas faculdades e capaz de adicionar um toque pessoal a excelentes canções repletas de mudanças de tempo e qualidade. Instrumentalmente o relevo vai por inteiro para a dupla J.V. / Jani responsável pelos brilhantes duelos de guitarra e clássicos solos que se fazem ouvir ao longo de todo o disco mas é a voz de Antony e a semelhança incrível com a de Bruce Dickinson que se destaca a cada passo principalmente durante os trauteáveis e orelhudos coros. Certo que o tempo é bom conselheiro e isso é algo que não lhes faltará certamente, desde que se libertem de algumas colagens mais óbvias e decidam arriscar. Dez-05 [ 7.5 ] |
Morgan Håkansson continua a baralhar as cartas e desta vez a vitima foi o baixista B. War que já integrava o colectivo desde 1992. A juntar a esta baixa de peso temos as saídas recentes de outros elementos carismáticos como a do vocalista Legion e a do baterista Fredrik Andersson, por alturas do último «World Funeral». [ 8 ]
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«Leviathan» é um disco que criou imensas expectativas e que rapidamente se tornou num dos mais aguardados do ano, graças às análises esmagadoras que entretanto começaram a surgir. A crítica foi unânime em classificar este disco acima de óptimo logo, havendo um consenso tão alargado, só interessa perceber porquê.Agora que estamos novamente numa fase em que se procura avidamente a "the next big thing", tudo apontando para que o género Metalcore abrace por momentos essa glória efémera, seria no entanto injusto colocar estes Mastodon nessa categoria. E se realmente aqui podemos encontrar Hardcore misturado com Metal, a distinção faz-se pela elevada capacidade técnica do colectivo, pela fusão com outros estilos - com destaque para o Rock mais independente, pela complexidade e pela diversidade presente em todas as faixas. Aparentemente um disco difícil mas que nem o é. Para incrementar ainda mais o valor desta obra conceptual, deliciem-se com o livrete que acompanha o CD enquanto escutam os temas do áudio DVD apenso. Out-04 [ 8.5 ] |
Aproveitando o relacionamento com os Meshuggah, Jason Mann, vocalista dos Mushroomhead, convenceu a banda a lançar este EP como estreia da sua recém criada editora Fractured Transmitter Record Co. «I»é um tema de 21 minutos que ocupa integralmente este disco e apresenta-se como um excelente aperitivo para o álbum «Catch 33». Eis-nos pois perante mais um festival de técnica e experimentação, protagonizado pelas guitarras de 8 cordas de Fredrik Thordendal e Marten Hagstrom, bem secundados por uma muralha sonora de blast beats e enérgicos rugidos. Quando as estruturas ameaçam desabar, tudo se organiza à volta de alguns momentos mais melódicos que entretanto progridem para o caos, em constantes mudanças de tempo, num esboço matemático e maquinal. Out-04 [ 7 ] |
Entre dezenas de álbuns ao vivo e compilações, «Inferno» é já o 17º disco de estúdio (oficial) do trio britânico, liderado pelo carismático Lemmy Kilmister.É óbvio que a genialidade alcançada com os de discos que formam a The Bronze Age - Overkill, Bomber, Ace of Spades e Iron Fist - não será igualada, mas o facto de encontrarmos em «Inferno» um elevado número de temas que em nada envergonham o passado desta instituição, é motivo para enorme regozijo. A banda está bem viva, enérgica e este é um dos melhores trabalhos desde essa fase. Uma incrível sensação de juventude a caminho dos 30 anos de idade. Ago-04 [ 9 ] |
MORGION - Cloaked by Ages, Crowned in Earth / 2004 Com uma discografia ainda relativamente curta, para uma banda formada há 15 anos, os Morgion são uma entidade de culto dentro do movimento Doom. Depois de um interregno superior a 5 anos, e quando muitos temiam por um final precoce, eis que assinam em 2003 pela independente Dark Symphonies, surgindo então os primeiros rumores sobre um novo disco.«Cloaked by Ages, Crowned in Earth» é um trabalho belíssimo, onde as emoções fluem constantemente através de atmosferas, ora delicadas, ora extremamente carregadas. Profundos grunhidos Death, potentes riffs e exímios solos de guitarra, vozes límpidas e diversos momentos acústicos, fazem-nos atravessar ambientes distintos, mundos antagónicos, pintando paisagens desde o céu até às profundezas do inferno. Majestoso e poético, um regresso a descobrir, um álbum que cresce a cada audição. [ 8 ] |
MAYHEM - Chimera / 2004 Embora tenham sido os responsáveis pelo surgimento de um movimento ainda hoje com franca adesão, os Mayhem são bem mais conhecidos pelos acontecimentos ocorridos em torno da banda do que pela música em si.Se «De Mysteriis Dom Sathanas» é um dos mais importantes álbuns de sempre, «Grand Declaration of War» foi um passo demasiado avançado para muitos. «Chimera», o terceiro disco de estúdio em 20 anos de carreira, não é um regresso às raízes mas agradará por certo a uma maior fatia de adeptos "fundamentalistas". Brutal e incrivelmente técnico, esta gravação revela um nível de detalhe espantoso, pairando o caos sobre a aura de mistério e insanidade que rodeiam o quarteto. [ 9 ] |
MY DYING BRIDE - Songs of Darkness, Words of Light / 2004 Que os My Dying Bride são uma das bandas com maior qualidade artística do planeta ninguém tem qualquer dúvida e se alguma razão para preocupações invadiu a mente de alguns devido às produções mais recentes, este semi regresso às origens é revelador de todo o potencial de Aaron Stainthorpe & Co.Temas extremamente longos com a habitual melancolia mesclada com ambientes profundos e agoirentos, uma trama relatada por vozes ora límpidas ora guturais e com uma banda sonora que percorre arrastados e melódicos caminhos Death / Doom, provocam uma sensação final de que realmente se perdeu algo e o desespero apodera-se da nossa alma. Um passo depois do abismo... [ 9 ] |
MONSTER MAGNET - Monolithic Baby! / 2004 O regresso dos Monster Magnet é uma autêntica bomba de ganza. Para quem aprecia o som de bandas como os Kiss, Black Sabbath, Motörhead ou Soundgarden, não pode deixar de cair na tentação deste monumental som retro, com fortes conotações Stoner e que respira revivalismo por todos os poros. Com uma produção brilhante e poderosa, onde o destaque dado às guitarras é evidente, estamos perante um disco repleto de clichés e momentos déjà-vu. Mas é aí que reside toda a sua força pois estas situações desaguam numa enorme vitalidade, num som moderno e irresistivelmente refrescante. A complementar a edição especial temos um DVD com excertos de uma actuação ao vivo no Astoria de Londres e dois excelentes vídeos - «Unbroken (Hotel Baby)», com resmas de gajas boas e «The Right Stuff», onde Dave Wyndorf abate aviões. Puro gozo, um disco monstruoso. [ 9.5 ] |
MACHINE HEAD - Through the Ashes of Empires / 2003 Com «Through the Ashes of Empire», o quarteto oriundo de Oakland e liderado pelo talentoso vocalista e guitarrista Robb Flynn, abandona a monótona faceta Nu-Metal e regressa em força ao som mais brutal dos álbuns iniciais. Assente no já habitual e característico groove, este disco destila toda a sua energia ao longo dos dez temas que o compõe. Uma descarga de raiva directamente na cara do ouvinte, garantia certa de quase uma hora de muito mosh e headbanging.Aqueles que em tempos foram uma das grandes esperanças do Metal provam mais uma vez a sua competência. [ 8 ] |
MOONSPELL - The Antidote / 2003
[ 8.5 ] |
MORBID ANGEL - Herectic / 2003
[ 8 ] |
| METALICA – St. Anger /
2003
[ 2 ] |
MARDUK – World Funeral / 2002
[ 8.5 ] |
MASTERPLAN / 2003
[ 8 ] |
MANOWAR – The Dawn of Battle / 2002 - EP [ - ] |
MEGADETH - Rude Awakening / 2002 - Live [ 7.5 ] |
MANOWAR – Warriors of the World / 2002
[ 8 ] |
MESHUGGAH - Nothing / 2002
[ 7.5 ] |
MY DYING BRIDE – The Dreadful Hours / 2001
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MANOWAR – Fire & Blood / 2002 - DVD
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MANOWAR – Hell on Earth Part I / 2001 - DVD
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