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HEAVENWOOD - Abyss Masterpiece / 2011
Felizmente não foi necessário esperar nova década pelo sucessor de «Redemption», um álbum que recolocou os Heavenwood nos trilhos, não só por se tratar de um excelente disco, como ainda por lhes ter trazido motivos para um forte regresso aos palcos. Novamente pela mão de uma editora internacional, desta feita a francesa Listenable Records, a banda de Gaia tem razões de sobra para encarar os próximos tempos com optimismo.
Mais uma vez recorrendo aos estúdios UltraSound, incluindo os préstimos de Daniel Cardoso e Pedro Mendes como músicos complementares ao seu núcleo duro, a banda envereda por uma faceta mais dura e sinfónica, sem perder aquela forma autêntica de conseguirem compor fantásticos trechos de melodia que nos vão ficando colados na memória. Com Ricardo Dias a embrenhar-se ainda mais nas partes vocais, outrora domínio absoluto de Ernesto Guerra, uma maior diversidade e amplitude tonal vão tomando conta desse capítulo enquanto, em termos instrumentais, as orquestrações deambulam entre atmosferas carregadas e sonoridades mais enleantes. Não sendo um disco tão imediato como o seu antecessor, «Abyss Masterpiece» é significativamente mais audacioso e distinto.. Abr-11
[ 85 / 100 ] |
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HEADSTONE - I Am All / 2011
E eis que chega o verdadeiro grande passo na carreira dos portuenses Head:stoned, através da edição do álbum de estreia e logo pela conceituada Major Label Industries. Vitimas de ameaça legal pela posse de um nome idêntico por parte dum colectivo sueco, o quinteto resolve redesenhar o seu nome, conseguindo-o de forma brilhante uma vez que praticamente nem se dá pela mudança. Alterações que, desde o EP de edição de autor, não se ficaram por aqui, com a substituição de Carlos Barbosa por Nuno Silva, outro guitarrista oriundo dos Cycles, duas bandas cada vez mais alinhadas. Entretanto o cuidado posto no trabalho gráfico e na composição do booklet continua sendo uma mais valia, graças ao contributo do baterista Augusto Peixoto, que acumula a vertente de músico com a de reconhecido designer no meio.
Num álbum que se mantém pelos Soundvision Studios sob a batuta de Paulo Lopes dos Crushing Sun, o tónico geral deambula entre várias vertentes do Som Eterno, do Thrash ao Power mais melódico com alguns momentos progressivos e arrastados pelo meio, num trabalho equilibrado e assente em bons desempenhos de todos os seus intervenientes, mas a necessitar de maior atenção, uma vez que se torna mais exigente em termos de absorção que o EP de estreia. E a boneca continua a encher... Mar-11
[ 78 / 100 ] |
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HELLOWEEN - 7 Sinners / 2010
Há bandas que fizeram história, outras marcaram uma época e poucas, muito poucas, criaram um movimento. Falar de um colosso responsável pela explosão do Power / Speed Metal em solo europeu, por onde até já passaram músicos como Kai Hansen, Roland Grapow ou Michael Kiske e que ao longo de mais de 25 anos foi sofrendo mutações nem sempre compreendidas, embora seja complicado é desafiante.
Depois de um registo comemorativo onde, para muitos, conseguiram assassinar por completo todo um legado intemporal, «7 Sinners» torna-se no 13º álbum de estúdio do quinteto alemão, patenteando uma agressividade pouco habitual se pensarmos nos registos mais melódicos apontados à voz de Andi Derris que soa, mais uma vez, confiante e enérgico. Em termos estilísticos este disco pode ser perfeitamente colocado entre «The Dark Ride» e «Rabbit Don’t Come Easy» devido a um som mais metal oriented imposto quer pelas guitarras de Michael Weikath e, do cada vez mais integrado, Sascha Gerstner mas também através da poderosa e pujante sessão rítmica. A produção, novamente a cargo de Charlie Bauerfeind, é moderna e encorpada, sendo mais um factor relevante neste regresso dos Helloween à liderança, num ano em que os Masterplan se espalharam ao comprido, Kai Hansen anda a cantar baladas e os Gamma Ray como que se enganaram no percurso. Nov-10
[ 81 / 100 ] |
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HYPOCRISY - Taste of Extreme Divinity / 2009
Ultimamente mais envolvido noutras andanças, dividindo parte do tempo entre o projecto Pain e trabalhos de remisturas em estúdio, Peter Tägtgren volta agora à carga com os Hypocrisy, quatro longos anos volvidos sobre o lançamento de «Vírus».
De regresso ao formato trio, é sem grande surpresa que esta 11ª mostra de originais - descontando o álbum «Catch 22 (v2.0.08)» - não se desvia muito do som que foi amadurecendo desde que a banda se começou a afirmar como um dos principais baluartes do Death Metal sueco. Entre temas a rasgar e outros mais pausados, estamos perante um álbum fortíssimo e bem mais pesado que muitas das incursões que foram fazendo ao longo do tempo, a fusão entre as partes mais melódicas e letais vai-se diluindo de forma perfeitamente natural, evitando o recurso abusivo às facetas mais modernas do Metal actual. Tägtgren domina em toda a linha graças à sua inusitada amplitude vocal e capacidade instrumental embora a cooperação na composição protagonizada pelo baixista Mikael Hedlund seja, como quase sempre, bastante relevante. O tom acelerado da maior parte deste registo fica ainda em grande parte a dever-se ao desempenho arrasador de Horgh, potenciado por uma produção não demasiado polida mas com a habitual chancela dos Abyss Studio. Nov-09
[ 86 / 100 ] |
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HYUBRIS - Forja / 2009
O EP «Desafio» e principalmente o álbum homónimo colocaram a banda do Tramagal num nicho difícil de catalogar, não só pela peculiar voz de Filipa Mota mas pelas orquestrações folclóricas e utilização de instrumentos menos usuais como a guitarra portuguesa, a flauta, o acordeão ou a gaita-de-foles, num rumo eclético, ligeiro mas sempre forte, uma brisa que varreu a cena nacional desde que começaram a deambular por terrenos outrora propícios a bandas mais extremas.
Com gravações e misturas efectuadas nos estúdios In/Out a cargo de Nuno Loureiro e masterização de Mika Jussila, «Forja» revela-se através de 11 temas cantados em português, em linha com o que já nos tinham oferecido em 2005, onde ambiências medievais se mesclam com sentimentos de forte portugalidade. Certo que desapareceu o efeito surpresa mas a ambição e o risco parecem querer atingir outro patamar, num álbum mais maduro, viciante e, a espaços, mais agressivo e intenso que o anterior.
Era óptimo que alguns cartazes, em vez de recaírem invariavelmente na miríade de bandas de black/death/core, algumas que praticamente só tocam para os amigos, dessem oportunidades a colectivos com esta postura. E há outros projectos dentro desta linha de diversidade a merecer uma aposta séria… Jerónimo!!!! Ago-09
[ 86 / 100 ] |
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HEAVEN & HELL - The Devil You Know / 2009
Encurtando a habitual introdução, estamos na presença de 4 músicos de top que há cerca de dois anos se juntaram para registar alguns temas a incluir numa colectânea representativa da presença de Ronnie James Dio nos Black Sabbath e, afim de evitar conflitos com uma eventual relação paralela com Ozzy, após uma muito bem sucedida tour, resolvem alargar os seus horizontes sob a designação de Heaven & Hell.
Através de uma capa esmagadora, que só por si revela o poder e importância que o colectivo apresenta perante a descartável e insignificante população que gravita pela música actual, encontramo-nos perante um registo sinistro, predominantemente mid-tempo, repleto de grandes riffs e solos que já não se fazem, com Iommi a liderar um grupo que, rondando as seis décadas, ainda apresenta muito para ensinar. É certo que Dio já não possui a frescura de outros tempos mas ainda assim a sua voz é inigualável, enquanto G//Z//R demonstra uma capacidade inata de condução, encontrando-se aqui com uma posição destacada nas poderosas misturas finais.
Soando mais a Dio a solo que a Sabbath por alturas de «Dehumanizer», só não estamos na presença de um clássico pois faltam os temas memoráveis, além de que esse tipo de registos como que se extinguiu no novo milénio. Beware 25:41... Mai-09
[ 82 / 100 ] |
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HACKSAW - Rise and Disobey / 2009
Oriundos da Cidade Berço e compostos por membros com passado no meio underground, nomeadamente com a passagem de alguns dos seus elementos por bandas como Bloody Tears, Infernal Kingdom ou Final Mercy, o quarteto inicia as suas actividades em 2005, escrevendo o seu nome numa compilação e posteriormente participam num primeiro Fest, também promovido pelo Vimaranes Metallvm.
Confesso que esta nova corrente de bandas nortenhas de Death Metal pouco me seduz e nem seria o conteúdo deste EP, sacado nos Grave Studios, que iria alterar muito a minha opinião mas basta ver esta banda ao vivo para que tal mude de figura. Além de um front-man imparável, comportamento inimaginável para quem já privou com a serenidade em pessoa, a banda apresenta um indomável dueto de cordas de se lhe tirar o chapéu. Enquanto a Susana dá o mote num baixo repicado de escalas rítmicas coadjuvando na perfeição o trabalho competente de Luís Barroso, Toni vai crescendo como guitarrista, demonstrando uma capacidade evolutiva muito acima da média, não fosse Erik Ruten um exemplo a seguir. Depois deste passo, que mais não será do que o registo documental num suporte essencial para o desenvolvimento de um projecto, ponham os olhos em cima destes senhores (e senhora) daqui para a frente. Mai-09
[ 67 / 100 ] |
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HEADSTONE - Within the Dark / 2009
A primeira coisa que chama a atenção neste trabalho dos portuenses Headstone, é a extraordinária qualidade gráfica e a belíssima fragilidade deste formato em claro contraste com o deboche descontrolado colocado nas actuações ao vivo, perante uma atitude mais reservada da baixista Vera Sá, responsável também pela cadência rítmica e groove dos conterrâneos Cycles. E tem sido à volta de algumas bandas da cidade que o grupo tem escolhido os seus elementos como sejam os casos dos Dove, In Solitude, nos já citados Cycles ou até nos primórdios dos Pitch Black.
Vitor Franco é outra das recentes aquisições por parte da banda nortenha e é a ele que se deve alguma da colagem a um som mais progressivo proveniente algures de Seattle... Com Augusto Peixoto no ataque literal à bateria, Carlos Barbosa e Pedro Vieira como uma dupla de guitarristas competente, 4 temas foram gravados nos estúdios Sounvision, uma mistura de thrash com algumas sonoridades modernas mas felizmente bem longe das modas passageiras, marcando desta forma nova etapa na curta carreira do quinteto. Graças a uma rodagem francamente boa e com uma audiência entusiasta, que «Within the Dark» seja um passo para voos mais elevados, nem que para tal se torne necessário insuflar ainda mais a boneca. Abr-09
[ 77 / 100 ] |
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