AMON AMARTH – Twilight of the Thunder God / 2008
[ 84 / 100 ] |
ARS DIAVOLI - Pro Nihilo Esse / 2008
[ 74 / 100 ] |
ANAAL NATHRAKH - Hell Is Empty and All the Devils Are Here / 2007 Tem sido com regularidade que a dupla composta pelo multi facetado Mick Kenney, ou se preferirem Irrumator e o vocalista dos Benediction Dave Hunt, se tem juntado para aniquilar qualquer conceito mais convencional de como fazer música.Flectindo para ambientes mais Death Metal e industriais, relegando para outros planos a fase mais crua e de visceral Black Metal dos tempos de «The Codex Necro», o duo britânico explora, ao seu 4º registo, todo o tipo de sonoridades mais limites, num manancial de violência e caos. Em «Hell Is Empty and All the Devils Are Here», Hunt tem a sua prestação mais diversificada até à data, compensando as suas prestações mais brutais com alguns períodos de vocalizações mais limpas. Numa produção moderna, forte e cristalina, os Anaal Nathrakh soam letais a cada instante, num desenfreado holocausto proveniente dos imparáveis blasbeats, intensas e infindáveis torrentes de riffs e das complexas composições, estimulando os sentidos mais extremos de uma forma maquinal, quase doentia. Não sendo uma evolução considerável em relação a «Eschaton», este disco é mais uma valente descarga de ódio para aqueles que forem amaldiçoados por esta rodela prateada com pouco mais de 30 minutos de devastação. Jan-08 [ 84 / 100 ] |
ARCH ENEMY - Rise of the Tyrant / 2007 Mantendo a formação intacta desde «Wages of Sin», apesar do curto abandono por parte de Christopher Amott, os Arch Enemy vão cimentando, a cada disco, a sua posição no topo da hierarquia Death Metal mundial. Ao 7º registo de estúdio, a banda como que abandona algum do experimentalismo e a aproximação a sonoridades mais modernas que tinha encetado mais recentemente e apresenta-se com uma brutalidade nunca antes vista, incutida numa série de temas mais directos, sinistros e negros. Com os irmãos Amott, cujos riffs e duelos são já uma imagem de marca, injectando melodia em cada espaço deixado livre por toda a agressividade reinante e uma dupla rítmica composta por excelentes músicos, resta a Angela Gossow literalmente gritar sobre cada linha de texto, com uma raiva impressionante e sem os exagerados efeitos de «Doomsday Machine». Fredrik Nordström volta a revelar toda a sua competência para este tipo de som e em termos de produção, o resultado final é poderoso, feroz e transmite um certo ambiente live. É certo que os dois últimos trabalhos deixaram um certo travo a retrocesso quando comparados com o explosivo e já referido álbum de 2001 mas «Rise of the Tyrant» recoloca o quinteto sueco no trilho correcto. Out-07 [ 9 ] |
AMORPHIS - Silent Waters / 2007 A
natural e consentida perda de energia, à medida que o sexteto finlandês
caminhava numa direcção mais madura e atmosférica, teve uma inflexão
positiva com a entrada de Tomi Joutsen em vésperas da edição do álbum
«Eclipse», em 2005. Deixando para trás as ambiências predominantemente
progressivas e a acalmia daí emanante e que os aproximava de terrenos
atribuídos por direito próprio a bandas como Katatonia ou Sentenced, os Amorphis recuperaram algum do poderio perdido, à custa da maior agressividade
adicionada à sua tradicional e sofisticada fórmula melódica. E se «Eclipse» foi pescar os guturais e alguma sonoridade Death Metal de outros tempos, «Silente Waters» é a confirmação dessa postura embora, após um inicio mais devastador, desagúe num marasmo homogéneo, a tender para o baladesco. Novamente remetendo para a poesia tradicional da “Kalevala”, os Amorphis demonstram cabalmente que ainda são capazes de honrar as clássicas e depressivas atmosferas, muito por culpa da sua capaz e activa dupla de guitarras, sendo verdade que presentemente deambulam por terrenos mais seguros e pouco arriscados mas certamente que neste «Silent Waters» não encontram ponta de falta de classe. Set-07 [ 8 ] |
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AKERCOCKE - Antichrist / 2007 [ 8.5 ] |
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ANNIHILATOR - Metal / 2007 [ 7.5 ] |
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ANAAL NATHRAKH - Eschaton / 2006 [ 8.5 ] |
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AXAMENTA - Ever-Arch-I-Tech-Ture / 2006 Com dois álbuns gravados no virar do século, numa linha próxima do Symphonic Black Metal protagonizado por bandas como os Cradle of Filth ou Dimmu Borgir, os belgas Axamenta regressam
agora com um terceiro opus e com uma abordagem mais diversificada que
cruza caminhos progressivos e sonoridades que nos remetem
frequentemente para o som de Gotemburgo. À custa de um recurso quase abusivo das tecnologias modernas e de uma produção exemplar, a cargo do requisitado Jacob Hansen, o quinteto assenta a sua musica em intrincadas estruturas de teclados, orquestrações melódicas e numa diversidade de riffs e solos que vagueiam entre quase todos os estilos conhecidos dentro do metal mais extremo mas apesar dos momentos interessantes e dos ambientes criados, o produto final carece de verdadeiras canções. Neste registo conceptual nota-se uma grande determinação por parte da banda em alcançar um desiderato mais ambicioso e se em termos de complexidade se nota um enorme crescimento em relação aos trabalhos anteriores, em termos de consistência, chega-se à conclusão que este disco, que cresce a cada audição, se perde em demasiados detalhes e que falha no seu objectivo principal. Out-06 [ 7.5 ] |
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AMON AMARTH - With Oden on Our Side / 2006 Johan
Hegg e os seus correligionários continuam a desbravar caminhos
socorrendo-se da mitologia nórdica para afastar do terreno os
pensamentos e as doutrinas Cristãs. Neste 6º trabalho da banda sueca,
deparamos com a mesma atmosfera calma e melódica de «Fate of Norns» mas
não faltam aqui bastantes passagens bem mais rápidas que nos vão
remetendo para tempos antigos, com todo aquele sentimento épico que
foram construindo e cimentando. Com um som cheio e muito bem misturado, captado nos estúdios Fascination Street por Jens Bogren, «With Oden on Our Side» oferece 9 temas de puro Death / Viking Metal assentes no poderoso, profundo e dinâmico registo vocal de Hegg. Com um tremendo desempenho de Fredril Andersson na bateria, secundado pelo baixo cadenciado de Ted Lundström, a dupla composta por Olavi Mikkonen / Johan Söderberga desenha fortes paredes de riffs e solos que recriam majestosas paisagens onde do espesso nevoeiro brotam, a todo o instante, ferozes e brutais ataques sónicos. Este não é o disco com que os Amon Amarth nos podem surpreender mas é, sem sombra de dúvida, um disco que faz justiça a uma imagem de marca já criada e há muito estabelecida dentro do panorama do Death Metal europeu. Out-06 [ 8 ] |
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ANCIENT RITES - Rvbicon / 2006 Cinco
anos depois, com uma renovada formação de 7 elementos graças à
reintegração de alguns músicos que já tinham passado pelo colectivo
belga e com um álbum ao vivo de premeio, os Ancient Rites regressam com a sua fórmula característica, uma mescla particular de Folk / Viking / Black Metal que nunca mais deixa indiferente quem com eles tenha um primeiro contacto. Agora na Season of Mist, uma editora que não deixa os seus créditos por mãos alheias, a banda liderada por Gunther Theys apresenta neste seu 5º álbum de originais, um dos melhores e mais ambiciosos trabalhos até há data. No passado, a quantidade de ideias e os múltiplos arranjos dificilmente passavam com a naturalidade necessária, problema acentuado pelas produções algo atabalhoadas. Em «Rvbicon» as coisas ainda não estarão perfeitas mas desta feita as orquestrações apoiadas em 3 bons guitarristas e num brilhante teclista, juntamente com as fluidas mudanças de ritmo e as deambulações entre estilos, resultam com dinamismo muito positivo. Como não poderia deixar de ser, Gunther desfila o seu conhecimento histórico ao longo dos temas, num registo que conta ainda com a participação vocal de Rute Fevereiro e que certamente convencerá as hordas pela sua grandiosidade. Ago-06 [ 9 ] |
Vinte
anos depois de Beto, ex-guitarrista dos Sepulcro, do baixista Paulo Rui
e Zé Castro, antigo baterista dos TNT, se terem juntado para criar a
Alkateya, eis o tão aguardado e sucessivamente adiado primeiro álbum
para um colectivo que ficará para sempre ligado à história do Heavy Metal em Portugal. Para a posteridade ficarão as míticas demo-tapes, compiladas em 2003 em formato «RePlay» e também as audições contínuas em programas de culto como o «Rock em Stock» ou o sagrado «Lança-Chamas». Mas como para falar do passado temos nesta mesma página
uma análise a essa mesma compilação, vamos seguir em frente.«Lycantrophy» é elaborado por uma formação renovada onde se juntam à velha guarda, composta pelo trio João Pinto, Paulo Rui e Manel “Animal”, o baixista Alexandre Domingues, um miúdo de 19 anos que tem a ingrata tarefa de substituir Beto e Nuno Duarte que já tinha reforçado a banda após as regravações de «RePlay». Com maior rotina de palco e a colaboração de amigos como António Sérgio, Nelson Canário (ex-Rebellion), Miguel Pinto (ex-Sepulcro), Fernando Ribeiro, Tann e Rick “Thor” (ambos dos Ironsword), temos entre mãos um competente registo que não desmerece o passado mas difícil de assimilar pelos mais novos. Jun-06 [ 7.5 ] |
A
grande novidade neste regresso dos finlandeses Amorphis ao activo, 3
anos após o lançamento de um desinspirado «Far from the Sun», é a
substituição de Pasi Koskinen, vocalista de longa data que rumou por
iniciativa própria aos Ajattara, por Tomi Joutsen, um elemento
escolhido entre dezenas de candidatos. Demonstrando uma enorme
facilidade em alternar entre registos cantados e guturais, Joutsen
comprova com o seu desempenho neste disco uma total capacidade para
ocupar o lugar deixado vago além de incutir algum sangue novo ao
colectivo. Recorendo mais uma vez à cultura e folclore locais, «Eclipse» é um disco melódico e progressivo, na linha do que a banda vinha fazendo nos últimos trabalhos, mas denota uma energia e emoção suplementares quando comparado com os seus predecessores, trazendo-nos à memória, fases e momentos dos saudosos 1000 lagos. Por vezes mais mainstream, outras vezes mais rasgado e agressivo, este novo trabalho do sexteto escandinavo revela uma frescura que à partida não seria esperada e no meio de flautas, guitarras acústicas, teclados psicadélicos e um piano melancólico, demonstra-se que afinal os Amorphis ainda são capazes de nos oferecer hinos memoráveis. Abr-06 [ 8.5 ] |
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AC/DC - Family Jewels / 2005 - DVD Com
o objectivo de marcar as comemorações do 30º aniversário da data de
formação dos lendários AC/DC, este duplo DVD documenta os primeiros 15
anos da carreira dos australianos, compilando videoclips que a banda registou entre 1975 e 1990.Enquanto que no segundo disco podemos acompanhar o trajecto de Brian Johnson no seio do colectivo, situação mais conhecida graças à extensa exposição que os AC/DC a partir de certa altura passaram a ter na MTV, é no primeiro suporte que se concentram a maior parte das jóias desta colectânea. É um regalo para a vista assistir a uma das primeiras actuações do quinteto na televisão australiana com um Bon Scott de tranças e vestido de colegial em disputa com um puto de 15 anos, completamente possesso, debitando riffs extraordinários e que mais tarde o mundo imortalizará como Angus Young. O passeio de camioneta com um trio de gaiteiros galeses a bordo é outra das passagens obrigatórias deste trabalho, entre muitas... Brilhantemente retrospectiva para uma das maiores instituições do Rock. Abr-06 [ 9 ] |
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ANNIHILATOR - Schizo Delux / 2005 O
vocalista Dave Padden, contratado para o álbum «All for You», pelo seu
desempenho versátil mas ao mesmo tempo colado às novas tendência do
metal, dividiu opiniões. Esse disco, além de se revelar demasiado
moderno, continha algumas baladas que deixavam antever dificuldades na
criação ou de imaginação num compositor tão dinâmico como Jeff Waters.
Essa ideia seria por certo desmistificada num próximo disco, este... Com menos modificações na formação, deita feita apenas Mike Mangini cedeu a bateria a Tony Chappelle, Waters cumpre o prometido e oferece-nos um disco repleto de riffs endiabrados, solos apocalípticos e embora longe da genialidade de outros tempos, podemos garantir que «Schizo Deluxe» oferece verdadeiros momentos de puro gozo. A velocidade é a sua característica principal mas sempre entrecortada por estruturas mais acessíveis, amplificadas pelos momentos em que as vocalizações de Padden são mais límpidas, chegando muitas vezes a roçar um moderno Hard Rock. Como produtor, compositor, técnico de som, voz principal em «Too Far Gone» e executante de todos os instrumentos de corda, Jeff Waters denota adaptação aos tempos actuais sem descaracterizar as suas composições mais esquizofrénicas. Jan-06 [ 7.5 ] |
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AKERCOCKE - Words that Go Unspoken, Deeds that Go Undone / 2005 Se
existe, no espectro mais extremo, alguma banda única, original e
diferente das restantes e só uma difícil ginástica mental consegue
enquadrar o seu som nalguma categoria pré definida, essa adjectivação
pode ser atribuída aos Akercocke. À quarta “pedrada no charco”, Jason Mendonça e seus acólitos flectem para uma direcção ainda mais progressiva e diversa, não deixando de forma alguma que simultaneamente todas as complexas e intrincadas estruturas de reminiscência Black / Death sejam relegadas para planos inferiores. Se já era peculiar, o som satânico e blasfemo evolui para patamares ainda mais estranhos e nem as vozes claras e surpreendentemente melodiosas, em claro contraste com os acutilantes grunhidos e espasmos guturais, conseguem trazer alguma sensação de normalidade a este trabalho. Mais uma vez gravado nos Goat of Mendes Studios, propriedade do colectivo, este trabalho teve novamente a genial colaboração de Neil Kernon nas misturas finais, devendo-se a ele grande parte da monstruosa sonoridade e profundidade resultante. Com a adição de Matt Wilcock, guitarrista fundador dos australianos The Berzerker, o quinteto britânico demonstra potencial para atingir uma dimensão ainda mais elevada mas só ao alcance de um público muito reduzido. Nov-05 [ 9 ] |
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AFTER FOREVER - Remagine / 2005 Tempos
conturbados têm perseguido os After Forever mas isso não foi razão
suficiente para que «Remagine» tenha demorado pouco mais de um ano
desde o lançamento de «Invisible Circles». Seguramente que os problemas
de saúde que afectaram o baterista André Borgman (cancro) e o
guitarrista Sander Gommans (apendicite) obrigaram a banda a adoptar um
certo retraimento em relação a exibições ao vivo, o que seguramente
lhes proporcionou maior liberdade e tempo para a composição deste novo
opus.Com Joost van den Broek, um exímio teclista que já passou por bandas como Sun Caged e Ayreon, a assumir um papel importante na linha condutora deste quarto registo de longa duração, um som com características predominantemente góticas é catapultado para um patamar superior pela voz de soprano, da cada vez mais confiante Floor Jansen. Um conjunto de temas com um enorme potencial radiofónico, onde não falta o já habitual coro de Amanda Somerville e uma orquestra de cordas. A par de colectivos como Within Temptation e Epica, os After Forever há muito que merecem maior reconhecimento e um lugar na linha da frente desta armada holandesa. Out-05 [ 8.5 ] |
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ANTESTOR - The Forsaken / 2005 «The Forsaken» é já o terceiro registo de longa duração dos Antestor, uma banda de “ Black Metal ”
norueguesa que há cerca de 15 anos destila o seu ódio contra o mal que
a simpática personagem Satan tem feito ao mundo. Claro que esta postura
completamente antagónica e politicamente incorrecta nunca lhes trouxe
grandes simpatias de dentro da comunidade underground mas isso também não lhes deve causar qualquer espécie de incómodo. Desta feita com a colaboração de Hellhammer e da vocalista Ann-Mari Edvardsen (3rd and the Mortal), os Antestor apresentam-se, 7 anos depois de «The Return of the Black Death», com um trabalho a todos os níveis Divino e ainda valorizado por uma incrível, familiar e irónica cover, a cargo do famoso Necrolord. Ao longo de 10 temas podemos escutar assombrosas combinações de Black, Doom e Folk, numa criação gélida de onde se destacam, além dos celestiais momentos atmosféricos, geniais solos de guitarra, nada habituais nestes géneros mais extremos. Ficar ofendido por causa de mensagens cristãs, agora bem mais subtis, e não ouvir uma obra como esta, merece ser punido com a perda da oportunidade de conhecer algo magnífico e intenso quanto este produto. Deo Gratias... Out-05 [ 9 ] |
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ARCTURUS - Sideshow Symphonies / 2005 Originalmente concebido como um projecto de Death Metal e composto por reconhecidas individualidades da cena underground norueguesa, os Arcturus enveredaram desde muito cedo por composições mais sinfónicas e, mais recentemente, profundamente avant-garde .
A constância dos músicos também não tem sido uma característica
dominante mas, talvez por esse facto, todas as influências trazidas
para o interior do colectivo não foram certamente negligenciadas.Com Simen Hestnæs a substituir Garm, já o tinha feito curiosamente nos Borknagar, os Arcturus aproveitam-se da versatilidade vocal do agora “baixista dos Dimmu Borgir” para adicionarem às linhas de voz mais límpidas e prioritárias, alguma da agressividade patente nos registos mais rasgados de “ICS Vortex”. Os arranjos são grandiosos enquanto as composições se suportam nas magníficas linhas de teclados protagonizadas por Sverd Johnsen, na cadência matemática de um baterista como Hellhammer e num trio de cordas mais do que competente e funcional. A música cósmica escoa em múltiplas e intrincadas camadas. Talvez este seja o disco mais atmosférico e psicadélico que fizeram até ao momento mas não deixa de ser um trabalho cerebral, complexo e criativo. Out-05 [ 8.5 ] |
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ARCH ENEMY - Doomsday Machine / 2005 Percorrendo
uma série de análises realizadas sobre este álbum, verifica-se que há
uma imensa disparidade de opiniões, sem paralelo nos tempos mais
recentes. O novo disco dos suecos Arch Enemy, uma das bandas mais em
voga actualmente e uma das mais fortes apostas da Century Media,
recolhe simultaneamente confrangedoras criticas e excelentes pontuações
em zines ou revistas da especialidade. Este facto é já de si revelador que não estamos seguramente perante um trabalho indiferente.É certo que muita gente ainda não acatou da melhor maneira a substituição de Johan Liiva pela vistosa Angela Gossow, facto que trouxe muito maior exposição à banda mas interpretado por alguns como uma aproximação ao mainstream, uma desfeita ao legado Carcass, ainda suportado psicologicamente em Michael Ammott. Quando deparamos com as vocalizações ultra trabalhadas de Angela e numa maquinal e caótica secção rítmica, uma produção cuja principal preocupação é exponenciar a agressividade em detrimento da habitual melodia infecciosa, temos um disco muito estranho. No entanto, com uma dupla de guitarristas como os irmãos Ammott (entretanto desfeita) e ainda com uma perninha dada pelo virtuoso Gus G., estamos perante um gigantesco disco de guitarras, simples e directo mas avassalador. Set-05 [ 8.5 ] |
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AD HOMINEM - Climax of Hate / 2005 Praticamente
um projecto em solitário de Kaiser Wodhanaz, os franceses Ad Hominem destilam o seu ódio pela raça judia e pela cristandade, com os
habituais discursos usados pelas bandas de NSBM – letras invocando ao
holocausto e à violência. Em termos instrumentais, a música dos Ad Hominem é tudo menos fria e visceral, uma vez que através de uma boa
produção conjugada com alguns esforços melódicos e não raros riffs mais atractivos, facilmente se transporta uma base fria e ríspida para direcções de outros estilos mais ligeiros, tipicamente Black'n'Roll .«Climax of Hatred» é o terceiro trabalho de originais, descontando a infindável série de demos e split tapes, com o baterista Altar dos Arkhon Infaustus, como músico de sessão, libertando Kaiser W. para todas as outras tarefas. O resultado é um disco mais acessível, tornando os seus pouco mais de 30 minutos uma experiência de repetição obrigatória, algo mesmo viciante. Como vai já sendo regra, não poderia faltar o tema vocalizado em alemão que induz a necessária componente militarista. Descontando a mensagem que se pretende transmitir, estamos perante um trabalho despretensioso e bem agradável. Ago-05 [ 7.5 ] |
«Concealed» é o primeiro disco deste quinteto canadiano oriundo de Montreal.
Praticando um Death Metal tecnicamente evoluído, podem-se encontrar neste trabalho passagens
típicas de uns Opeth, Voivod e de uma miríade de bandas extremas,
várias vezes nos assaltando a memória grupos como os Cynic ou os Atheist. Em termos instrumentais navegam entre as fronteiras do Death mais brutal e do Grindcore , recorrendo frequentemente a intrincadas estruturas progressivas. O guitarrista Patrick Loisel é o principal responsável pelas vozes mais agressivas que se podem encontrar ao longo deste trabalho, as quais são por vezes intercaladas pelas cristalinas e bombásticas vocalizações da soprano Arianne Fleury, resultando tal combinação numa estranha mistura, não raras vezes completamente fora do tom. O baixista Dominic Lapointe é o elemento que assume maior destaque neste colectivo e por diversas vezes remete para segundo plano o trabalho das guitarras com o som esmagador que consegue extrair do seu instrumento de 6 cordas. Uma banda claramente a ter em conta mas que ainda necessita de alguma orientação e rodagem mas que já se apresenta como uma verdadeira lufada de ar fresco no cada vez mais estandardizado panorama internacional. Mai-05 [ 7 ] |
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ANATHEMA - Were You There? / 2004 - DVD Com
a gravação na integra do concerto que deram em Cracóvia no dia 31 de
Janeiro de 2004, incluído na tournée de promoção ao mais recente
trabalho de estúdio «A Natural Disaster», a banda dos irmãos Cavanagh
regista assim para a posteridade o primeiro DVD, numa carreira com mais
de 10 anos de actividade. Centrando-se exclusivamente nos 3 últimos álbuns, os mais introspectivos e ao mesmo tempo os que possuem as mais notórias influências de Pink Floyd, assistimos deleitados a esta actuação íntima e com uma fortíssima carga emotiva. Vincent raramente interage com a audiência mas as sensações provocadas pelos 16 temas apresentados, a qualidade sonora e os eficazes efeitos luminosos, falam por si. Com uma secção de extras algo limitada, o destaque vai para a interpretação de 3 temas em formato acústico com a ajuda dum quarteto de cordas pertencente à orquestra filarmónica de Liverpool. Fev-05
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ASTRIAAL - Renascent Misanthropy / 2003 Com
a data de formação a remeter para o ano de 1998, os australianos Astriaal já contavam com 4 EPs e uma colectânea antes da saída em 2003
de «Renascent Misanthropy», através da pequena editora norueguesa
Aftermath Music.É certo que inicialmente existe alguma estranheza provocada pela distância geográfica entre o local de origem do quinteto e o berço do estilo que praticam mas, com o percorrer dos cerca de 40 minutos das espiras que compões este álbum de estreia, fica a certeza que o som praticado pelo colectivo em nada fica a dever ao Black Metal actual que é praticado pela maior parte das bandas mais extremas, sempre fieis ao som mais old-school . Intercalando partes alucinantemente rápidas e brutais com momentos mais melódicos e acústicos, os Astriaal conseguem oferecer-nos um registo variado, intenso, bastante pesado e acima de tudo bem estruturado. Este registo não trás nada de novo a uma cena cada vez mais congestionada mas também não desiludirá o crescente número de apreciadores do género. Fev-05 [ 7 ] |
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ANOREXIA NERVOSA - Redemption Process / 2004 A
cena metálica francesa nunca foi muito profícua em bandas metálicas e
então quando confrontada com as suas faces mais extremas, escasseiam de
uma maneira confrangedora os nomes minimamente sonantes. Os Anorexia Nervosa são indiscutivelmente uma das mais brutais e violentas
entidades provenientes de terras gaulesas mas até à data ainda não
conseguiram ultrapassar totalmente a barreira psicológica que separa a
banalidade da verdadeira elite. Na verdade, sempre foi este o estigma
do metal francês, a enorme dificuldade em catapultar projectos cheios
de ideias interessantes e inovadoras para fora das suas fronteiras. «Drudenhaus» e principalmente «New Obscurantis Order» deram nas vistas através de um Black Metal moderno de contornos góticos, inundado de orquestrações majestosas e teclados imponentes, como que a piscar o olho aos apreciadores do estilo mais sinfónico, ou seja fãs de Dimmu Borgir ou COF. O novo trabalho do quinteto proveniente da zona de Nantes, apresenta-se com requintes de elegância, por vezes suportado na língua materna, mas denota ainda pequenas confusões de ideias e clama definitivamente por um produtor e estúdio de qualidade internacional. Dez-04 [ 7.5 ] |
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ARCH ENEMY - Dead Eyes See No Future / 2004, EP Com
a entrada de Angela Gossow para o lugar de Johan Liiva, os Arch Enemy conheceram uma estrondosa explosão de popularidade sendo universalmente
considerados como uma das mais importantes e influentes bandas da
actualidade.Contendo 7 temas e um vídeo de «We Will Rise», este EP vale todos os cêntimos nele investidos. Com a excepção da música inicial que dá nome ao CD e que já estava incluída em «Anthems of Rebellion», as 3 faixas ao vivo, recolhidas no início deste ano em Paris e as 3 versões aqui expostas, apresentam claras mais valias. Em relação aos temas ao vivo, num som impecável e de certeza muito bem trabalhado em estúdio, emerge claramente Angela. Quando a vocalista se dirige ao público, é de se ficar esmagado com a profundidade e potência da sua voz. Relativamente às covers , o destaque vai inteirinho para «Kill With Power» dos Manowar, absolutamente fantástica. A óbvia versão dos Carcass também está muito boa, destoando apenas a speedada homenagem aos Megadeth. Nov-04 [ 7 ] |
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ANAAL NATHRAKH - Domine Non es Dignus / 2004 Compostos
pelo multi-instrumentista Irrumator e pelo vocalista V.I.T.R.I.O.L.,
que mais não é do que Dave Hunt dos Benediction, os Anaal Nathrakh são
seguramente uma das mais extremas e devastadoras entidades de Black Metal da actualidade. Graças à colaboração do saudoso John Peel participam
numa das suas secções da BBC Radio, tornando-se numa das mais brutais
bandas a conseguir tal desiderato, feito que certamente desviou ainda
mais o interesse e a atenção da comunidade underground na sua direcção.Neste CD, aqui e ali condimentado com pinceladas de Thrash e Hardcore , somos constantemente pontapeados na face pela dupla britânica e pela maquinaria que vomita blastbeats com uma cadência desenfreada. Face a tamanha brutalidade, devastação e complexidade à mistura, só uma produção inteligente, também a cargo de Irrumator, poderia transformar tanta destruição em algo tão refrescante e inovador. Este disco é indiscutivelmente uma evolução na demência demonstrada até aqui e a prova que a busca do holocausto prossegue de forma aperfeiçoada. Nov-04 [ 8.5 ] |
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AMON AMARTH - Fate of Norns / 2004
Dois anos após
o lançamento do aclamado «Versus the World», os suecos Amon Amarth regressam com mais uma homenagem ao legado Viking, recorrendo
a uma original e mistura de Thrash / Death Metal, numa
amálgama predominantemente melódica e atmosférica. [ 9 ] |
Desde 1994 que Aphazel,
o carismático líder e mentor dos Ancient, nos habituou
a colocar no mercado, pelo menos uma vez por ano, um produto com a sua
marca. A espera que mediou entre «Proxima Centauri» e este
disco durou quase 3 anos e tal facto não deixa de ser relevante.
Após 2 anos repletos de digressões e uma estada em estúdio
superior à habitual, era para esperar algo de especial. [ 8.5 ] |
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AGATHODAIMON - Serpent's Embrace / 2004 Black
Metal melódico, com fortes influências góticas
e doses industriais de efeitos programados é a receita base para
o 4º álbum dos germânicos Agathodaimon.«Serpent's Embrace» é um disco ainda mais dócil e atmosférico que os seus predecessores e o ênfase dado aos teclados roça o limiar do exagero. Bandas como os Dimmu Borgir ou Cradle of Filth vêem-nos frequentemente à memória quando ouvimos estas 10 melancólicas composições. No entanto, os Agathodaimon conseguem ser uma banda menos agressiva que as acima citadas, existindo a espaços, alguma semelhança com o que os Susperia fizeram no último registo graças aos riffs thrashy muitas vezes empregues. A produção é excelente e cristalina tendo-se utilizado para o efeito o mesmo estúdio que os Crematory frequentaram aquando da gravação do mais recente «Revolution». Um disco muito acima da média para os apreciadores de Symphonic Black Metal logo, a evitar pelos amantes do som mais tradicional. Ago-04 [ 7.5 ] |
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AYREON - The Human Equation / 2004 Confesso
que apenas depois de conhecer o projecto espacial Star One, tomei contacto
com o trabalho de Arjen Lucassen mas garanto, mais vale tarde do que nunca. «The Human Equation» é mais um álbum conceptual
na carreira do holandês, duplo neste caso, que aborda a natureza
humana, os seus sentimentos e emoções, suportada numa envolvente
história de um coma de 20 dias. Em termos de composição
e execução, Arjen não recebe lições
de ninguém, ainda por cima quando conta com convidados do calibre
de James LaBrie, Mikael Åkerfeldt ou Devin Townsend.Rock progressivo mas musicalmente extremamente variado, verdadeiras canções e uma trama com pés e cabeça resultam num par de discos absolutamente imperdíveis. Agora que as operas Rock parecem estar de novo na moda (WASP, Aina, Avantasia, ...), esta é sem dúvida a melhor. Ago-04 [ 9.5 ] |
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ANNIHILATOR - All for You / 2004 Jeff
Waters é sinónimo de riffs endiabrados e intrincadas estruturas
de guitarra. Dentro do Thrash Metal, este músico canadiano
é profundamente respeitado pelo seu virtuosismo, técnica sui generis e capacidade de criar.Os primeiros discos dos Annihilator,«Alice in Hell» e «Never Neverland», criaram a sensação de que estaríamos perante a "next big thing" mas uma série interminável de alterações, deixou quase sempre Waters a trabalhar sozinho. O décimo trabalho de estúdio é, mais uma vez, reflexo da persistência de Waters, o responsável pela música, letras, arranjos, produção, mistura e engenharia de «All for You», sendo secundado por um novo vocalista de nome Dave Padden que substitui, com grande pena nossa, Joe Comeau. Na bateria temos o regressado Mike Mangini que já tinha passado pela banda aquando de «Set the World on Fire» de 93. Este álbum é uma mistura do que nos tem proposto mais recentemente, temas a meio gás e devaneios mais ou menos exagerados, com um certo ar de regresso ao passado, patente na agressividade de temas como «Rage Absolute», nos solos repletos de adrenalina e na "faixa louca" que não poderia faltar. [ 7 ] |
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AD HOMINEM - … for a New World / 2003 Uma
capa sem cor, um logotipo ilegível e a imagem de um lívido
e presumível músico com a zona dos olhos pintados de negro
não me deixam grandes dúvidas - mais um disco de Black
Metal. Ainda antes das primeiras audições chega a informação
que Ad Hominem é a banda de um homem só - um tal de Kaiser
Wodhanaz - o qual já esteve envolvido em outros projectos como
Eradication, The Call e Omnes Ad Unum, dos quais nunca ouvi falar, mas
também não admira. O produto final é originário
de França! Feita a introdução, é pegar no CD, colocá-lo no leitor e esperar que a coisa não seja tão má como aparenta. E felizmente este segundo disco dos Ad Hominem é ideal para todos os amantes deste género, que detestam as bandas mais mainstream e veneram o som mais verdadeiro e old-school, género Mayhem ou Darkthrone em inicio de carreira mesclado com a alegria mórbida de uns Khold. Violência, raiva e agressividade, um som cru e directo, várias mudanças de velocidade, entre o rápido e o meio termo, e ainda muitas batidas por segundo provenientes de uma extraordinária bateria virtual, são característica mais do que suficientes para um autentico undergrounder. [ 7 ] |
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AXXIS - Time Machine / 2004 Corria
o ano de 1989 quando um despretensioso disco de Heavy Metal serviu para
preencher algumas das minhas tardes de verão, tal a melodia, os
coros orelhudos e a ligeireza dos temas de «Kingdom of the Night».Quase 15 anos depois, confesso que entretanto a carreira da banda germânica me passou completamente ao lado, chega-me ás mãos este «Time Machine». Felizmente constata-se que todas as características acima mencionadas se mantêm, a banda continua a debitar uma energia contagiante e os temas teimam em não nos sair facilmente da cabeça. O único senão é que não encontro neste disco nenhum hino semelhante aos incluídos no tal disco de 1989. Mas se calhar a culpa é minha pois tornei-me um pouco mais "necro". [ 8 ] |
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AINA - Days of Rising Doom - The Metal Opera / 2003
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AKERCOCKE - Choronzon / 2003
[ 6.5 ] |
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ANATHEMA - A Natural Disaster / 2003
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ARCH ENEMY - Anthems of Rebellion / 2003
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ALICE COOPER - The Eyes of Alice Cooper / 2003
[ 7 ] |
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AMORPHIS – Far from the Sun / 2003
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ALKATEYA – Replay / 2003
[ 10 ] |
APOCALYPTICA – Reflections / 2003
[ 7 ] |
ANTHRAX – We’ve Come for You All / 2003
[ 7.5 ] |
ARCTURUS - The Sham Mirrors / 2002
[ 9 ] |
AVANTASIA – The Metal Opera PT.II / 2002
[ 7. 5 ] |
ARCH ENEMY - Wages of Sin / 2002 [ 9. 5 ] |
ANNIHILATOR - Waking the Fury / 2002
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AMON AMARTH – Versus the World / 2002
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. . . AND OCEANS - Cypher / 2002
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